segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Colóquio Futebol



COLÓQUIO


“O Futebol e a Formação”


Convidados


Paulo Bento
Seleccionador Nacional



Octávio Ribeiro
Director Jornal “Correio da Manhã”


João Querido Manha
Jornalista Desportivo


11 de Março de 2011, 21h30m
Café do F. C. Barreirense

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Já falta pouco...


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Caro(a) Consócio(a):
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Em 11 de Abril de 2011 o Futebol Clube Barreirense completará 100 anos de vida.
Somos um clube histórico. Temos orgulho da nossa obra, do contributo para a formação cívica e desportiva de sucessivas gerações de cidadãos.
Queremos celebrar o 1º Centenário com a participação e o brilho que se impõem e com a grandeza e a generosidade que nos caracterizam.
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As Comemorações do Centenário, que tiveram o seu início na noite de 9 de Abril de 2010 aquando da celebração do 99º aniversário, têm constituído um significativo momento de participação, de reencontro e de unidade entre todos os Barreirenses.
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Sendo o(a) prezado(a) associado(a) um dos membros da Grande Família Barreirense que ao longo dos anos se tem dignado permanecer no seu convívio, vimos desde já convidá-lo(a) a assistir à Sessão Solene a realizar no Ginásio-Sede na noite de 11 de Abril de 2011, a partir 21:00 horas.
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Antecipadamente grato pela sua presença, subscrevo-me
Muito atentamente,
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Paulo Calhau
(Presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário)

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Recordar e Viver (XXX)


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Irmãos brasileiros
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Adilson Nascimento chegou a Portugal no início de 1982, para representar o Barreirense. Dez anos antes, em 11 de Maio de 1972, integrando a selecção Pré-Olímpica do Brasil, em digressão pela Europa, disputou no Pavilhão do Académico Futebol Clube, um jogo com um misto do Porto, treinado por Eduardo Nunes, atleta do FCB na década de 50, e que incluía Dale Dover, actualmente um próspero advogado de Manhattan. Com um palmarés invejável (olímpico em Munique em 1972 e em Moscovo em 1980, 8 títulos de campeão nacional, 7 vezes campeão sul-americano, outras tantas vezes campeão inter-clubes, campeão pan-americano), Adilson Nascimento mostrou, na sua passagem pelo basquetebol português, nas temporadas de 1981-1983, um conjunto de qualidades, técnicas e humanas, que não passaram despercebidas aos adeptos da modalidade. Destaco a sua tranquilidade, a certeza de passe, a leitura de jogo, a eficácia de lançamento e a capacidade de ressalto. A qualidade da prestação de Adilson na inesquecível Final Four de Alvalade perdura na minha memória. Mereceu então as palavras elogiosas de Manuel Castelbranco na revista Basket de Abril-Maio de 1982: “O brasileiro Adilson foi a grande figura do campeonato, e emprestou ao Barreirense um outro basquetebol que nós, portugueses, só episodicamente poderemos ver. Ele foi quase tudo na sua equipa. Vimo-lo a jogar a base e a extremo, defender os melhores extremos e postes das outras equipas, vencer ressaltos com grande classe, fazer intercepções de lançamentos que levantaram o pavilhão. O público, que nestas coisas é sempre o juiz supremo, rendeu-lhe, no final, uma grande homenagem ao levantar-se para lhe tributar a maior salva de palmas que já ouvimos a um jogador de basquetebol em Portugal”.
O seu sobrinho Flávio Nascimento veio mais tarde para Portugal, onde chegou ainda muito jovem para o FCB. Em 1985/86, Flávio actuou com outro brasileiro de enorme valia e grande marcador de pontos, Wagner Silva.
Na segunda temporada no FCB, Adilson teve a companhia de outro grande vulto do basquetebol brasileiro: Marcel Vido. Em representação do Ténis Club do Brasil, Marcelo jogou no final de 1982 no prestigiado Torneio de Natal do Real Madrid, tradicionalmente transmitido pela RTP, com os comentários sui generis do saudoso João Coutinho, treinador do FCB no início dos anos 60. Marcel Vido fora considerado o melhor brasileiro do ano. Francisco José (Xico Zé), ainda hoje lembrado como um dos mais dedicados dirigentes do basquetebol barreirense, deslocou-se expressamente a Madrid para ultimar a transferência do internacional brasileiro, que veio felizmente a concretizar-se. Excelente lançador, Marcelo participou na segunda fase da época regular e contribuiu de forma inegável para o apuramento para a Final Four do Porto, onde factores externos ao jogo terão impedido a obtenção de mais um título nacional.
Quase vinte depois, outro internacional brasileiro representou o FCB. Formado em Marketing e Gestão na Universidade de Wayland Baptiste (EUA), Alexey Carvalho chegou a Portugal na temporada de 2001/2002. Destacou-se pela sua simpatia e jovialidade tipicamente cariocas. Logo no jogo de apresentação, brindou-nos com uma magnífica exibição e disse: “Espero ajudar o Barreirense a consumar o seu grande objectivo para esta época: chegar ao playoff. A prestação de Alexey Carvalho foi globalmente positiva, com uma média de 17 pontos por jogo.
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Paulo Calhau
(extraído do livro PROVA DeVIDA - Estórias e Memórias do Meu Barreirense e publicado na edição de 7 de Janeiro de 2011 do JORNAL DO BARREIRO)
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Esperança para Vencer


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Caro Amigo do Futebol Clube Barreirense,
Prezado Consócio:
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Foi no passado dia 11 de Abril de 2010 que o Futebol Clube Barreirense entrou no centésimo ano de existência.
A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário, eleita em Assembleia-Geral de 26 de Fevereiro de 2010, e a que tenho a honra e privilégio de presidir, divulgou desde logo o seu Manifesto “Olhar o passado. Conquistar o futuro. Unir os Barreirenses”.
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Escrevemos então:
“Em 11 de Abril de 2011 o Futebol Clube Barreirense completará 100 anos de vida.
Somos um clube histórico, distinguido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (Governo) e agraciado pela Medalha de Bons Serviços Desportivos (Presidência da República), Medalha de Mérito Desportivo (Governo) e Medalha de Ouro de Bons Serviços (Câmara Municipal do Barreiro).
Temos orgulho da obra realizada e consciência do contributo para a formação cívica e desportiva de sucessivas gerações de cidadãos.
Queremos celebrar o primeiro centenário com a alegria e o brilho que se impõem e com a grandeza e a generosidade que nos caracterizam”.
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Não nos temos poupado a esforços. Com muita ilusão. E idêntica determinação.
Divulgámos em primeira mão o nosso projecto aos associados presentes na Assembleia-Geral de 26 de Fevereiro de 2010. Fizemo-lo igualmente à Comunicação Social, à Câmara Municipal do Barreiro e às Juntas de Freguesia. Privilegiámos a área comunicacional.
A empresa MIOPIA criou o logótipo do Centenário.
Inaugurámos o Blogue CENTENÁRIO BARREIRENSE (http://barreirensecentenario.blogspot.com/).
Produzimos o Jornal O BARREIRENSE, em edição comemorativa do 99º aniversário, com uma tiragem 10.000 exemplares distribuídos gratuitamente por todo o espaço territorial do concelho do Barreiro.
Temos mantido uma presença regular em ROSTOS Online, no NOTÍCIAS do BARREIRO e no JORNAL do BARREIRO.
Realizámos com reconhecido mérito e brilho a Sessão Solene do 99º aniversário, com ampla adesão de associados e a distinta presença de, entre outras personalidades, Laurentino Dias (Secretário de Estado da Juventude e do Desporto), Carlos Humberto Presidente da Câmara Municipal do Barreiro) e Carlos Queiroz (seleccionador Nacional de Futebol) e a inesquecível contribuição da Banda Municipal do Barreiro e da Camerata Municipal do Barreiro.
Constituímos equipas de trabalho nas áreas desportiva, cultural, financeira e de comunicação e imagem.
Apresentámos e iniciámos a venda de uma peça escultórica alusiva ao Centenário, idealizada e produzida pela artista barreirense Ana Encarnação.
Concebemos o Kit Sócio, proposta aliciante de filiação de novos associados – um sucesso até ao presente, e que esperamos vir a incrementar nos próximos meses.
Promovemos a Constituição de uma Comissão de Honra do Centenário, constituída por centena e meia de personalidades.
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Estamos determinados, optimistas e confiantes.
Contaremos para tal com todos os Barreirenses.
Com serenidade, competência, bom senso e criatividade, ajudaremos com o nosso simples mas empenhado contributo, a construir um novo FC Barreirense – rejuvenescido, renovado, quiçá renascido.
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A caminho do Centenário, o Futebol Clube Barreirense reorganiza-se e moderniza-se administrativamente, reequilibra-se financeiramente, enriquece o seu património físico e humano, constitui equipas competitivas nas diversas modalidades, assentes em rigor orçamental e no recurso fecundo e obstinado a atletas oriundos das suas escolas de formação.
Será este o caminho. Do presente. E do futuro.
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Caro Amigo do Futebol Clube Barreirense,
Prezado Consócio:
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Em 11 de Abril próximo decorrerá no mítico Ginásio Sede a Sessão Solene do Centenário.
Contribui para o sucesso desse evento que desejamos inesquecível.
Participa com ideias e sugestões. Disponibiliza-te para as equipas que se constituirão para erguer tão estimulante e exigente acontecimento da nossa História.
Divulga-o entre familiares e amigos.
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FELIZ 2011 para todos.
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Saudações Barreirenses,
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Paulo Calhau
[Presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXIX)


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23 anos de Xadrez no Futebol Clube Barreirense
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A Secção de Xadrez do Futebol Clube Barreirense foi criada em 1987 por Manuel Brito, que foi igualmente um dos fundadores da Associação de Xadrez do Distrito de Setúbal.
Tem uma dinâmica de escola de formação, onde têm surgido alguns jovens promissores. Nuno Rodrigues, foi um dos que mais se destacou, tendo sido um dos jogadores importantes na conquista de alguns títulos colectivos do Clube. Um dos jovens que mais se destacou também, mas mais recentemente foi Vasco Ramos, vice-campeão nacional de sub-20 em 2009.
O Futebol Clube Barreirense é um dos 164 clubes filiados na Federação Portuguesa de Xadrez (que em Janeiro último celebrou 83 anos de existência), com 40 atletas nos vários escalões, num universo nacional de 3946 atletas filiados.
O Clube tem já um passado de sucessos individuais e colectivos nas três disciplinas − xadrez em ritmo clássico, semi-rápidas (partidas de 30 minutos) e rápidas (partidas de 5 minutos) − com destaque para a conquista da Taça de Portugal em 2000, campeão por equipas em ritmo rápido em 1992, várias vezes vice-campeão nacional em ritmo clássico e semi-rápido. Milita actualmente na divisão principal, integrando 2 mestres internacionais e olímpicos Barreirenses, Rui Dâmaso (campeão nacional absoluto em 2007) e Sérgio Rocha (campeão nacional de semi-rápidas em 2006).
O Futebol Clube Barreirense é um clube reconhecido e respeitado na modalidade. Internacionalmente, tivemos uma parceria muito interessante com o Clube de Xadrez de Nancy, em França, que nos permitiu um intercâmbio de atletas e nos trouxe significativas mais-valias.
Destaco ainda a organização e realização, em 1992, pela Secção de Xadrez do Futebol Clube Barreirense, da 1ª Meia-maratona de Xadrez em partidas rápidas, que teve lugar no Ginásio-Sede do FCB, durou cerca de 13 horas, teve 40 participantes e 78 jornadas, tendo sido vencedor o atleta Rui Dâmaso.
Por último, gostaria ainda de realçar o “Open Internacional do Barreirense”, comemorativo do aniversário do Clube, um dos bons torneios nacionais de partidas semi-rápidas, que ao longo das 11 anteriores edições trouxe muitas centenas de xadrezistas ao Ginásio-Sede do Futebol Clube Barreirense.
A prática do Xadrez tem vantagens conhecidas. Complementa a actividade física, e pode, inclusivamente, ser preventiva em patologias degenerativas como a doença de Alzheimer.
Deixamos aqui o convite a todos os Barreirenses que quiserem aprender a jogar Xadrez, para visitarem a Secção no 2º andar do Ginásio-Sede.
A prática da modalidade não tem limite de idade.

António Bravo
(Atleta do FC Barreirense e Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez)

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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXVIII)


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A Ginástica no Centenário do Barreirense
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A Ginástica, modalidade de formação física e desportiva de jovens, desde muito cedo, que fez a sua aparição no F.C. Barreirense. Já nos anos 30, um professor Austríaco (Hoffer) dirigia uma classe de Ginástica para crianças.
Após algumas interrupções, a ginástica reaparece de forma mais sistemática, nos anos 50, mais propriamente após a inauguração do Ginásio-Sede em 1956. Na inauguração estiveram presentes classes de ginástica de saltos de Mesa Alemã que pela sua espectacularidade engrandeceram esta festa, e deram o mote do que seria o futuro desta modalidade no clube. Foram realizados diversos saraus e festas gímnicas nos quais estiveram presentes os clubes mais conceituados no panorama nacional da modalidade. Esta modalidade começou a ter um grande desenvolvimento e procura, e é a partir dos anos 60 que serão criadas classes para diversas idades, englobando escalões desde os mais jovens até aos adultos.
Na década de 80, esta modalidade atingiu um número de largas centenas de praticantes, que devido à sua qualidade fizeram com que o FC Barreirense fosse convidado a participar em programas de televisão, como por exemplo no reconhecido programa “Passeio dos Alegres” a convite do famoso apresentador e ícone da televisão, Sr. Júlio Isidro.
No final da década de 80 e princípios de 90, com o aparecimento da Federação de Trampolins e Desportos Acrobáticos, a Ginástica sofreu novo incremento no clube, participando em várias competições, e estando presente no campeonato do mundo por idades em 1991 na Alemanha, com as atletas Susana Santos, Cláudia Geraldes, Vera Rodrigues, Paula Graça e com os atletas João Carvalho e Artur Vieira.
Nos fins da década de 90, e nestes últimos anos, o FC Barreirense tem tido um grande número de campeões distritais, regionais e nacionais, individual e colectivamente.
Tivemos a participação da atleta Nádia Santos (campeã nacional de Tumbling) em 1996 no Campeonato do Mundo por grupos de idades de Trampolins e Tumbling no Canadá, e já em 2009, do atleta David Pinto em São Petersburgo na Rússia.
A atleta Sofia Gião (vice-campeã nacional em 1997 e várias vezes campeã distrital e regional) e a atleta Nádia Santos foram ambas agraciadas com a Medalha de Mérito Desportivo da Cidade do Barreiro.
Temos estado representados na Gymnaestrada Mundial com dezenas de atletas, integrados na Delegação de Portugal, em 1999, na cidade de Gotemburgo – Suécia (33 atletas) e em 2007, em Dornbirn – Áustria (43 atletas). Vamos também estar representados na próxima Gymnaestrada Mundial de 2011, que se vai realizar em Lausanne – Suíça.
A Ginástica e o FC Barreirense devem o agradecimento pelo contributo dado à modalidade e ao clube, aos professores Aníbal Roque, Argentino, Augusto Jorge, Carlos Pinto e Francisco Edgard, que ao longo destas últimas décadas deixaram uma marca indelével e contribuíram para que a Ginástica do FC Barreirense goze neste momento de um estatuto amplamente reconhecido no panorama nacional.
Actualmente, a Secção de Ginástica é constituída por um Director, Eng. José Muñoz, por um coordenador, Prof. Augusto Jorge, e por técnicos distribuídos pelas diversas classes que funcionam no clube.
A actual Direcção do FC Barreirense está profundamente empenhada em manter a tradição da modalidade no clube, e pretende que este continue a formar ginastas com qualidade, e a contribuir para um crescimento harmonioso dos jovens do nosso concelho e, pese embora todas dificuldades sentidas nos últimos anos, está a desenvolver todos os esforços para as ultrapassar.

Augusto Jorge
(Coordenador-Técnico da Ginástica do FC Barreirense)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXVII)


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O Barreirense Campeão Distrital de Voleibol
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Após alguns anos em que a Associação de Voleibol quase não deu sinais de vida, eis que o Voleibol surge no Barreirense, graças à boa vontade de alguns dirigentes, dos quais se destacou Manuel Seixo, que também havia de ser treinador-jogador. O Barreirense fez assim ressurgir o Voleibol no Barreiro, e de que maneira, conquistando logo no seu primeiro ano de aprendizagem o título de Campeão Distrital.
Nos últimos três encontros, o Barreirense registou duas vitórias e uma derrota, em Setúbal, contra a Secil, por 3-2, e onde foi notória a falta de Manuel Dias. No Barreiro, a 8 de Maio de 1953, a uma Sexta-feira à noite, o Barreirense recebia a visita do Vitória de Setúbal, num encontro decisivo para a conquista do título, tendo vencido por 3-0 com todo o mérito, tendo desfeito o sonho dos sadinos. Torrão seria a grande figura dos alvi-rubros, tendo sobressaído os seus potentes remates. Os restantes companheiros cumpriram satisfatoriamente com o máximo do seu esforço, destacando-se a qualidade de passe de Manuel Seixo, começando a aparecer um novo elemento, Cabrita, que com a sua facilidade de elevação junto à rede, e com condições para vir a tornar-se um rematador perigoso, foi sempre uma verdade ameaça para o adversário.
O Barreirense era, de facto, uma equipa bem constituída, evidenciando uma boa rapidez de e reflexos e um constante movimento, qualidades fundamentais para que se possa praticar um voleibol de bom nível.
No Domingo, e já sem qualquer interesse para o título, o Barreirense deslocou-se a Setúbal, desfalcado de Torrão e J. Pedro, e perdeu com o Comércio e Indústria.
O Barreirense realizaria no dia 28 deste mesmo mês, no seu Ginásio-sede, uma festa de voleibol de homenagem aos novos campeões, com equipas femininas e masculinas, tendo acorrido em massa os sócios e adeptos do clube.
Após a conquista deste Campeonato Distrital, o Barreirense preparava-se para a disputa do Campeonato Nacional da II Divisão mas, problemas graves que voltariam a surgir na Associação da modalidade, novamente em fase de dissolução, o que levou a que não inscrevesse a equipa na prova, levou à desmotivação e à dissolução da modalidade no clube, que se antevia de belo futuro.
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José Seixo
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Velhos são os trapos


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No âmbito das actividades programadas e implementadas pela Comissão Executiva das Comemorações do Centenário, o grupo de trabalho da área do Futebol (coordenado pelo Dr. João Paulo da Matta e Prates) vem desenvolvendo um meritório trabalho, concretizado nomeadamente pela reactivada acção da Equipa de Veteranos, tecnicamente comandada por Bandeira - glória do futebol alvi-rubro.
Ao corpo técnico, atletas e dirigentes, a Comissão Executiva das Comemorações do Centenário endereça uma enorme saudação... BARREIRENSE.
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Recordar e Viver (XXVI)


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O Barreirense ficou mais pobre
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O dia 24 de Agosto de 2005 foi, para todos os barreirenses, um dia de tristeza e de luto, pelo desaparecimento inesperado, doloroso e brutal, de uma das pessoas mais devotadas, sérias e lutadoras do basquetebol do F. C. Barreirense, Edson Silva.
Edson, antigo atleta e treinador de basquetebol (foi o treinador que, em data imprecisa, venceu uma espécie de campeonato nacional de minibasquete inédito, disputado nessa altura por quatro equipas que ficaram apuradas após várias fases, em Ovar. Foi inesquecível a chegada da comitiva dos minibasquetebolistas ao Ginásio, juntamente com os familiares e adeptos que se tinham deslocado à cidade vareira.), desempenhava há alguns anos a tarefa, estimulante e exigente, de secretário administrativo da Secção de Basquetebol do Barreirense. Responsável por essa importante área do basquetebol profissional do clube, o Edson foi, desde a nossa admissão na Liga de Clubes de Basquetebol em 2000, um elemento fundamental no projecto de afirmação e relançamento da modalidade no clube. A competência, dedicação, simplicidade e honestidade que revelou em todos os momentos, granjearam-lhe enorme simpatia e consideração não só entre todos os seus companheiros e amigos Barreirenses, mas também por todos os diversos sectores e entidades da modalidade.
O elevado número de mensagens de condolências chegadas ao F. C. Barreirense e a presença de muitas centenas de amigos e familiares nas cerimónias fúnebres, desenroladas na Capela da Misericórdia e no Cemitério de Vila Chã, foram o testemunho inequívoco do pesar que a sua morte representou.
O Edson deixou-nos na juventude e pujança dos seus 40 anos, quando se perspectivava o reinício de mais uma época competitiva, onde voltaria a desempenhar as suas relevantes funções com redobrada energia, alegria e desportivismo.
De férias, junto às margens do Douro, fui informado do súbito internamento do Edson e da necessidade da realização de um cateterismo cardíaco urgente no Hospital Garcia de Orta. O exame correu bem, tendo regressado ao Hospital do Barreiro. No dia de regresso de férias, junto à área de Serviço de Antuã, recebo um SMS do António Libório anunciando a morte do nosso amigo e companheiro.
Edson foi justamente lembrado e homenageado na Gala de Apresentação da temporada de 2005/06. E nas Final Four de Sub-20 que disputámos e vencemos em 2006 e 2007, respectivamente em Paços de Ferreira e no Barreiro, o Edson esteve presente no momento da consagração, com uma t-shirt branca com a sua imagem impressa, rodeado em silencia absoluto por todos os membros da equipa.
Aqui o recordamos com saudade.
Até sempre Edson.
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Paulo Calhau
(extraído do livro PROVA DeVIDA -Estórias e Memórias do Meu Barreirense)

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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXV)


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Um final de jogo louco e inédito
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Conforme tínhamos prometido, aqui estamos a lembrar um acontecimento nunca antes visto até então e que na altura foi muito comentado e discutido.
Depois do Barreirense ter conquistado, pela primeira vez na sua história, o Campeonato Nacional de Juniores Masculinos na época anterior (1953/54), os alvi-rubros aproveitaram essa embalagem e partiram decididos para a defesa do título, até que se chega à Final, de novo com a Académica de Coimbra mas, desta vez, e devido a uma alteração à sua forma de disputa, a mesma seria decidida à melhor de dois jogos.
No primeiro jogo, disputado a 9 de Julho de 1955, em Coimbra, o Barreirense tinha perdido por 4 pontos (42/46), transferindo a decisão do título para o segundo jogo a ser realizado a 10 de Julho, no Barreiro, no campo de terra batida que ficava localizado por debaixo da bancada sul do Campo D. Manuel de Melo, em virtude de obras que estavam a decorrer no Ginásio.
A partida foi emocionante, como seria de prever, e o muito público teve o privilégio de assistir a jogadas espectaculares e, a menos de dois minutos do fim, a partida estava empatada a 26 pontos. O empate servia os interesses dos locais já que obrigava a um prolongamento, onde podiam recuperar e ultrapassar a diferença de quatro pontos verificada na primeira partida. No entanto, e por indicação vinda do banco dos estudantes, estes agarraram na bola e, para surpresa geral, introduziram-na no seu próprio cesto, passando o Barreirense a ganhar por 28/26 e, desta forma a Académica era campeã. A surpresa foi geral. Entretanto a posse de bola era do adversário que começou a deixar passar os segundos, mas os alvi-rubros apossaram-se da bola, mas sem saberem o que deveriam fazer, até que veio a ordem do técnico Albino Macedo, aconselhado por Martiniano Domingues: metam também a bola no nosso (do Barreirense) cesto. Para espanto geral, e querendo impedir que o Barreirense metesse a bola no seu próprio cesto, a Académica passou a defender este cesto, mas não teve sucesso e os alvi-rubros acabaram por empatar o jogo a 28 pontos, terminando o jogo empatado e obrigando a um prolongamento, que era o objectivo do Barreirense, e o subsequente prolongamento chegou ao fim com o resultado favorável aos donos da casa por 34/28 e, desta forma, estes conseguiram o seu segundo título de Campeão Nacional de Juniores Masculinos da época de 1954/55. Esta foi uma partida digna de figurar como um acontecimento histórico devido ao seu ineditismo.
Actualmente, a marcação propositada de uma equipa no seu próprio cesto é sancionada com violação e os pontos anulados.
A equipa do Barreirense, orientada tecnicamente por Albino Macedo, alinhou com Manuel Pereira (5), João Soares (7), Leonel Almeida (4), Vitorino Santos , Sérgio Bravo (2), Francisco Ferreira (3), José Vicente (11) e Armando Soeiro (2).
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José Seixo
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXIV)


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Os primeiros Torneios e Campeonatos de Futebol
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Decorria a época de 1926/27, o F. C. Barreirense, treinado pelo Eng. Augusto Sabbo, o Luso F. C., o Moitense, o Paio Pires e o Aldegalense, disputam a I Liga de Futebol do Barreiro, com o Barreirense a sair vencedor da mesma. Seria a partir desta época que nasceria uma grande rivalidade entre estes dois clubes do Barreiro.
Em Outubro de 1926, num jogo em benefício da Liga de Futebol do Barreiro, estando em disputa um bonito e valioso troféu, oferecido pela autarquia barreirense, o Luso, contra todas as previsões, derrotou o Barreirense, no recinto do Rossio, por 5-3.
O Barreirense venceu depois o Campeonato das Ligas, ganhando no Campeonato de Promoção ao Bonsucesso, de Lisboa, conquistando, desta forma, o direito a disputar, na época seguinte, a Divisão de Honra de Lisboa.
No Campeonato de Portugal, elimina sucessivamente o Olhanense (9-4), o Boavista (2-0), o Império de Lisboa (3-1) e, nos quartos de final, perdeu com o Vitória de Setúbal (1-0).
Entretanto, em 1927, é criado o Distrito de Setúbal e, neste mesmo ano, é criada também a Associação de Futebol do Distrito de Setúbal (05/05/27) e o Barreirense é convidado a disputar o I Campeonato de Setúbal, cujo regulamento, que obrigava a que os jogos fossem disputados apenas em Setúbal, não foi aceite por este clube, dando assim origem ao I Campeonato do Núcleo do Barreiro, reconhecido no entanto pela A. F. de Setúbal e no qual participaram o F. C. Barreirense (vencedor), o Unidos do Barreiro, o Seixal, o Aldegalense, o Vitória do Barreiro e o Independente da Torre da Marinha.
A época de 1929/30, seria uma época de ouro para o Barreirense. Terminara o Campeonato de Setúbal, com o Barreirense e o Vitória de Setúbal empatados no primeiro lugar. A respectiva final foi realizada no Montijo, tendo o Barreirense vencido por 3-0. Derrota depois em Lisboa o Belenenses (5-3) e o Sporting Clube de Portugal (5-1) em jogos particulares. No Campeonato de Portugal, o Barreirense prossegue a sua caminhada vitoriosa, eliminando o Unidos do Barreiro, o Comércio e Indústria de Setúbal, o Luso F. C., o União de Coimbra, o Boavista, o Espinho e o Belenenses. Na final, o Barreirense perdeu com o Benfica por 3-1, após prolongamento, dando origem ao primeiro título de Campeão Nacional deste clube. Desta equipa do Barreirense faziam parte José João, Bento de Almeida, Luís Falcão, Álvaro Pina, Pedro Pireza, Francisco Câmara, José Correia “Toupeira”, António Carvalho, Raúl Jorge, José da Fonseca e João Pireza.

José Seixo
(extraído do Livro O Barreiro Contemporâneo de A. Silva Pais)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube
Barreirense]
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Torneio de Natal / Centenário


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Torneio de Natal
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Integrado nas Comemorações do Centenário completou-se ontem mais uma edição do Torneio de Natal do FC Barreirense para o escalão de Sub18 - Basquetebol.
Este torneio contou com a presença da equipa do FC Barreirense e com as equipas convidadas do Simecq (Sub20), Algés e da Selecção Nacional (Sub16) que ao longo de três noites se defrontaram no Ginásio Sede.
Contando por vitórias os jogos disputados, a equipa Simecq sagrou-se campeã.
A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário endereça os parabéns à equipa vencedora e aos demais participantes.
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Recordar e Viver (XXIII)


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Os primeiros passos
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Tendo sabido reunir à sua volta as simpatias da gente nova do Barreiro, atraindo elementos dispersos dos primeiros grupos locais surgidos até 1910 e impulsionado por alguns outros elementos mais evoluídos e tenazes nos seus objectivos, o Futebol Clube Barreirense pôde singrar, sem competidores, na altura, que lhe pudessem diminuir a influência. Venceria, cerca de dois anos após a sua fundação, o seu primeiro troféu, uma Compoteira, em jogo organizado pela Associação dos Bombeiros Voluntários Herold, em 4 de Agosto de 1913, defrontando o Vitória de Setúbal, tendo triunfado por 5-3.
Foi no ano de 1914 que o F. C. Barreirense começou a utilizar o campo do Rossio, o primeiro rectângulo de futebol desta vila. Era então de terra lavrada, cujo piso foi preparado com barro e jorra.
Em 1915, o jovem clube inscreveu-se na Associação de Futebol de Lisboa, não disputando todavia qualquer torneio de competição, limitando-se apenas à organização de torneios particulares, começando por organizar, em 1916, um torneio entre equipas do próprio clube (da 1ª à 4ª categoria), que disputaram a taça “Barreirense”. Nesse ano, em Agosto, ganha a Taça “Cruz Vermelha”, instituída pela delegação local da C. Vermelha, em competição com um “União do Barreiro” e um “Grupo Desportivo da União Fabril”.
Depois, em 1918, entre Setembro e Outubro, organiza outro torneio, desta vez com clubes de Lisboa, o União Futebol Avenida, o Império Lisboa Club, o Grupo Futebol Benfica, o Grupo Desportivo Nuno Álvares, o Portugal Futebol Club e o Lisboa Sporting Club, com o fim de preparar uma equipa para participar nas provas oficiais da A. F. L. O Barreirense pagava metade da despesa de transporte dos clubes forasteiros. A taça, com o nome de “Barreiro”, foi ganha pelo clube organizador.
Entretanto, fundam-se nesta vila o “Estrela” e o “Independente”, formando o “Estrela-Independente F. C. Barreirense, pondo em causa a supremacia do Barreirense, derrotando-o e conferindo-lhe o título de Campeão do Barreiro.
Em Março de 1921, o jornal barreirense Acção institui uma valiosa taça com o seu nome, para ser disputada num torneio entre clubes do Barreiro e do Seixal, e nele tomam parte o F. C. Barreirense, o União Futebol Barreirense, o Sport Lisboa e Seixal e o Seixal Sport Club. O torneio foi ganho pelo Barreirense e da equipa faziam parte Marcolino, Joaquim Silveira, Tiago Rodrigues, João Rebelo, Joaquim Sapateiro, António Oliveira, Valentim Rebelo, Augusto Martins, Bernardino Carvalho, Manuel Rodrigues e Augusto Rebelo.
Em 1923, o F. C. Barreirense enfrenta no campo do Rossio, que entretanto sofrera diversas melhorias, os espanhóis do Real Union de Huelva. Novo êxito. No ano seguinte, alguns clubes de Lisboa, põem entraves ao ingreso do Barreirense na Divisão da Promoção da A. F. Lisboa, e tinham receios para isso, já que, a 5 de Fevereiro desse mesmo ano de 1924, o Barreirense espantava o País ao derrotar no Barreiro o “grande” da capital, o Casa Pia, por 4-0!
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José Seixo
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(extraído do Livro O Barreiro Contemporâneo de A. Silva Pais)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXII)


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Se os tacos jogassem…
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Se dúvidas eu tivesse, o Barreirense é a prova de que o desporto é uma actividade do Homem para o Homem. Não tenho qualquer hesitação em afirmar que são de facto as pessoas que fazem frutificar toda a actividade, independentemente dos recursos financeiros ou infra-estruturais nem sempre serem os melhores. Ao longo dos anos, habituei-me a assistir aos “pequenos milagres” que quotidianamente se fazem no clube para o manter de pé, ao nível das tradições ancestrais e das responsabilidades arcadas, toda uma secção que movimenta em torno dela mais de quinhentas pessoas que interagem para que nada falte aos jogadores, e mantêm a modalidade no top do Basquetebol Nacional. É de facto um prazer sair da nossa cidade e sentir que nos outros concelhos deste país se fala do Basquetebol do Barreiro com respeito e admiração. Penso que é um estatuto ganho com o trabalho e a dedicação, para além do amor em torno de uma causa comum: o Basquetebol Barreirense.
É com preocupação que ouço responsáveis dos mais diferentes níveis de decisão falar de infra-estruturas como forma de desenvolver a actividade desportiva. É um facto que os tacos do Ginásio sabem mais de basquetebol que qualquer um de nós, mas nunca jogaram. Foram sempre os jogadores.
Claro que são necessárias instalações com qualidade. Se não fosse o pavilhão Luís de Carvalho, não podíamos militar na Liga e proporcionar a todos os amantes da modalidade poderem assistir, ao vivo, ao melhor basquetebol que se pratica em Portugal. É também qualidade de vida proporcionar estes espectáculos desportivos.
Felizmente que não tem sido obsessão local a “infra-estrutura a todo o custo”. Temos tido gente equilibrada nos centros de decisão com uma perspectiva humanista desta questão.
Aos nossos parceiros públicos e privados, o nosso “bem hajam” e não dêem por mal empregue os investimentos realizados porque o retorno é bom. É muito importante a função social que o clube tem desempenhado, enquadrando e orientando os jovens desta terra para caminhos mais correctos.
O Barreirense está pronto para novos desafios e novos horizontes. Brevemente, tenho fé, conseguirá alargar a sua influência noutras zonas, auxiliando outros que se queiram lançar na modalidade.
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José Salgueiro
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XXI)


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Uma jornada inesquecível
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O Barreirense tinha-se sagrado Campeão Nacional de Seniores Masculinos na época de 1956/57 pela primeira vez na sua história e seria o primeiro clube português a participar na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Por tal facto, o Barreirense recebeu, a 12 de Março de 1958 o poderoso Real Madrid, no seu Ginásio, onde foram montadas bancadas suplementares, de madeira, permitindo assim a presença de cerca de 2.000 pessoas, enchendo literalmente o recinto desportivo.
De referir que este jogo foi o primeiro a ser televisionado, fora de Lisboa, e a partida pôde, deste modo, ser seguida por muitos milhares de telespectadores nos locais onde naquela época era já possível captar as imagens de televisão. No próprio edifício do Ginásio-Sede foram instalados aparelhos de tv para que os sócios que não conseguiram ingressos pudessem seguir as peripécias do jogo.
A comitiva espanhola, na qual se incluía o presidente do clube Raimundo Zaporta, foi recebida em Coina por dezenas de viaturas, constituindo-se em caravana que percorreu em apoteose todo o percurso até à Câmara Municipal do Barreiro, onde teve lugar uma cerimónia de boas-vindas.
As equipas de formação do Barreirense tomaram parte nas festividades, as quais tiveram a presença do Governador Civil de Setúbal Dr. Miguel Bastos, do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Eng. Alfredo Garcia, do Director Geral de Desportos Dr. Ayala Barreto, do Presidente do F. C. Barreirense Sr. Guerra Pimenta e de outras individualidades.
A poderosa equipa madridista, treinada por Pineda e que tinha no seu plantel três estrelas porto-riquenhas, acabaria por vencer por 51/68 (com 33/42 ao intervalo) alinhou com Propiliano (9), Martinez (16), Hernandez (4), Baez (16), Casillas (15) e Brindle (8).
A equipa do Barreirense, que mesmo assim realizou um excelente jogo, era constituída por Albino Macedo (10), Manuel Clímaco, Zé Valente (10), José Vicente, Manuel Pereira, Zeca Macedo (21), Armando Soeiro, Eduardo Nunes (3), Eduardo Quaresma, Jorge Silva (4) e Manuel Ferreira “Nelito” (3). O treinador era o Eng. José Godinho, o médico era o Dr. João Manuel Prates, o massagista era o Hamilton Marques Pena e Luís Augusto, o dirigente.
O jogo foi dirigido por Van Der Schuren (belga) e Marcel Pfentin (suíço).
A partida 2ª. mão realizou-se a 20 de Abril de 1958, em Madrid, com natural vitória do Real Madrid por 86/40.
Foi de facto uma jornada inesquecível e que faz parte do rico historial do basquetebol do clube.
O Campeão Europeu nesta época seria o A. S. K. de Riga (URSS).
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José Seixo
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Para sempre!


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A peça escultórica alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense, concebida e produzida pela jovem e talentosa artista barreirense Ana Encarnação pode ser adquirida na Sede do Futebol Clube Barreirense ou encomendada através do endereço electrónico centenario.fcbarreirense@gmail.com.
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Tem o custo de 45 euros.
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Adquira ou encomende uma ou mais peças.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Recordar e Viver (XX)


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1º título nacional de Basquetebol
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Na época de 1953/54, o Barreirense conseguiu o primeiro título nacional de juniores masculinos e, simultaneamente, o primeiro nacional na modalidade de basquetebol do clube.
Depois de ter vencido o Olhanense nas meias-finais, em Olhão, por 32/28, o Barreirense ficou apurado para disputar a Final que se realizaria no Ginásio, frente à Académica de Coimbra.
A expectativa era enorme e esta seria uma final empolgante, perante uma numerosa assistência que enchia por completo o Ginásio do Barreirense, ainda com o piso em cimento, o que seria motivo de fortes protestos por parte da delegação conimbricense.
O encontro foi pautado por excelentes fases de jogo e disputado arduamente e, até metade do segundo tempo, pairava no recinto grande incerteza quanto ao vencedor. A vantagem no marcador tanto era a favor dos alvi-rubros como dos estudantes.
Ao intervalo, o Barreirense ganhava apenas por um magro ponto, e tudo se iria decidir nos segundos vinte minutos, criando-se um clima de grande ansiedade.
O equilíbrio foi a nota dominante na segunda parte, até que, a partir de determinada altura, se começou a notar algum cansaço por parte da equipa forasteira, facto que foi aproveitado pelos barreirenses que se adiantaram no marcador, tendo conseguido uma vantagem de doze pontos e o jogo ficou praticamente resolvido, ainda que a Académica procurasse sempre atenuar a sua desvantagem. No entanto o Barreirense foi gerindo o seu importante pecúlio, acabando o jogo com oito pontos a seu favor, tendo-se sagrado assim Campeão Nacional de Juniores Masculinos pela primeira vez no seu historial e alcançado ainda o primeiro título da história do basquetebol no clube.
O Barreiro desportivo acabava de conseguir mais um galardão com este título nacional. Esta vitória dos jovens basquetebolistas do Barreirense foi, acima de tudo, a confirmação indesmentível da maneira de fazer desporto dos clubes do Barreiro em geral, e principalmente do Barreirense, assente numa boa escola de formação e dos princípios do ideal desportivo.
Os Campeões Nacionais foram Manuel Ferreira, Zeca Macedo, Manuel Pereira, Leonel Almeida, Eduardo Azevedo, José Lopes, Sousa, José Luís Carvalho, Vitorino Santos e Armando Soeiro e o treinador era Alfredo Carvalho.
Na época seguinte o Barreirense havia de repetir este êxito, mas isso será objecto de relato em breve, até porque aconteceu nessa final um facto inédito na modalidade.

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José Seixo

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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Blogue da Academia


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"O novo Blogue da Academia do FCB é uma realidade.
Este espaço vem ocupar um papel importante na divulgação da actividade que decorre na nossa Academia.
É um espaço que pretende aproximar a realidade da Academia, e consequentemente o Futebol Clube Barreirense, de todos os Barreirenses e amigos: associados, atletas e seus familiares, simpatizantes.
É um espaço colectivo, e não pessoal, que será construído por todos os que fazem parte do dia-a-dia da Academia do FCB e que a tornam uma realidade bonita e de esperança para um Clube cada vez maior.
É um espaço que pretende reafirmar, em cada dia, um lema que nos inspira… Porque somos FUTEBOL CLUBE BARREIRENSE desde 1911:
Uma esperança que não finda
Uma fé que tudo vence!
Um valor mais alto ainda
Um só nome: BARREIRENSE!"

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(texto de apresentação do Blogue da Academia do Futebol Clube Barreirense - http://academiadofcbarreirense.blogspot.com/ - divulgado a 17 de Setembro de 2010)
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A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Futebol Clube Barreirense saúda esta importante iniciativa e desej
a-lhe o maior sucesso.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Recordar e Viver (XIX)


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O Barreirense nas meias-finais da Taça de Portugal em futebol
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Depois de na época de 1952/53 o Barreirense ter chegado pela primeira vez a uma meia-final da Taça de Portugal, com o Benfica, tendo sido eliminado, voltaria, na época de 1956/57, a repetir esse feito histórico ao atingir também as meias-finais da Taça de Portugal.
Contudo, e apesar de ter atingido uma posição que alguns clubes de nomeada não conseguiram, os alvi-rubros não foram felizes no sorteio, pois voltariam a ter que defrontar mais uma vez o Benfica, que havia vencido o Campeonato Nacional. Os outros dois meio-finalistas eram o Vitória de Setúbal e o Covilhã.
Pairava no seio dos adeptos barreirenses a ideia de que só com um milagre o Barreirense poderia estar na Final, até porque a eliminatória se decidia em dois jogos com o segundo a ser disputado no terreno das “águias”.
Mesmo tendo em conta a grande diferença de valores entre os dois clubes, deslocou-se ao Barreiro uma numerosa falange de apoio dos benfiquistas.
Os lisboetas, cientes do seu valor, e pensando que mais tarde ou mais cedo a partida se resolveria a seu favor, com maior ou menor dificuldade, iniciaram o jogo sem grandes pressas, pressionando o Barreirense que respondia com perigosos contra-ataques e jogadas individuais que não surtiam o efeito desejado. Estas tentativas foram esmorecendo e a equipa encarnada voltaria ao ataque, e a defesa barreirense atravessava um período difícil. O Benfica acabaria por alcançar o seu tento com 17 minutos jogados. Daí para a frente a equipa visitante foi sempre superior, com mais ocasiões de golo e jogando com uma maior tranquilidade. Mesmo assim, um grande remate de Faia e um desvio junto à baliza, de José Augusto, quase empatavam a partida.
Na segunda metade, o Barreirense demonstrou uma grande vontade de dar a volta ao jogo, e só o azar impediu que tal se verificasse, com aqueles dois jogadores a criarem o pânico na defesa benfiquista, mas sem conseguir materializar esse perigo. O jogo terminou assim com o Benfica a vencer por 1-0, aguardando-se o segundo jogo que se antevia de grandes dificuldades para o Barreirense.
Na segunda partida, em Lisboa, o Barreirense perdeu muito naturalmente por 4-0, saindo deste duplo confronto com a cabeça erguida, pois foi derrotado pelo principal candidato a vencer a Taça de Portugal depois da conquista do título.
Nesta prova os alvi-rubros venceram o Boavista, o Vianense e a Académica, tendo obtido 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, marcando 21 golos e sofrendo 13.
Faziam parte desta equipa Pinheiro, Abrantes, Silvino, Carlos Silva, Afonso, Duarte, Oñoro, Chico Correia, José Augusto, Faia e Madeira.
Curiosamente, na época seguinte, o Barreirense voltaria a chegar às meias-finais da Taça de Portugal e repetiria o confronto com o Benfica, tendo também sido eliminado nesta eliminatória.
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José Seixo
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Glorioso FCB


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Aproxima-se a insigne efeméride da agremiação desportiva mais representativa do Barreiro: o Barreirense, com um B bem maiúsculo.
Agrupemo-nos em torno da sua bandeira. Muito iremos agradecer aos membros da Comissão Executiva das Comemorações (obviamente também aos Corpos Gerentes). As dificuldades não são poucas, mas eles irão esmerar-se.
Os tempos modernos trazem-nos um oceano de dificuldades. Sim, a razão principal reside em o Barreiro já não ser industrial.
Oh, a mística que lá vai. O honroso palmarés, os troféus que se acumulam no Salão de Honra... A agremiação que ao longo de quase um centenar de anos empreendeu tanto pelo "sport", pela nossa juventude. Os jovens de hoje acompanharão mais o Clube, como os "carolas" de antanho. A "forja" segue em frente. Façamos por recuperar algo da Glória. E procuremos viver as horas festivas.

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Felizardo da Cruz "Buraca"
Desejamos relembrar um adepto ido do Barreirense.
Quem? Decidimo-nos por Felizardo, que nos deixou para sempre há mais de três décadas.
"Doentes da bola" como ele foi, fazem cá falta. O "Buraca", modesto vendedor de peixe, como ele era ferrenho pelo F.C.B.! Nunca aprendeu a ler? E depois? Tinha um sistema próprio, que substituía letras e algarismos. E quando julgava necessário emprestava (ou cedia) dinheiros à Direcção do nosso Barreirensezinho, para ajudar a pagar prémios, ou passes de jogadores. Chegou a aparecer na Sede com tachos cheios de c´roas e algumas notas. E organizava viagens de autocarro para adeptos irem apoiar o Clube. Padecia durante os jogos. Deixava então o Campo do Rossio e ia para junto da muralha da praia. O sofrimento continuava. "Mas quantos há?".
Era um sócio de nível, expressava opiniões não radicais, médias, no seu "bonite camarre pure", com "enganos" de português à mistura.
Quem quiser saber hoje muito mais dos actos de "Buraca" em prol do Clube pode "visitá-lo" no Google, seja no Barreiro Velho, ou lá na Austrália. Não é preciso “passar” pelos www.vinculadosaobarreiro.com para lá chegar. Basta pedir "Felizardo Buraca"! Em dois / três segundos "chegamos" às suas feições na Internet. Logo de início lê-se por lá que ele era um "indefectível entusiasta".
Para este trecho quisemos escolher um grande dos velhos tempos do F.C. Barreirense.
Poderia ter sido um craque da bola, ou um dirigente notável. Mas decidimo-nos por Felizardo, que à sua maneira se mostrou tão valioso. Um exemplo para todos, para sempre...
Dos tempos em que tantos, tantos, lutavam, sofriam, pelo F.C. Barreirense.

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Carlos Silva Pais
Zurique / Suíça

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[texto inserido no jornal O BARREIRENSE - edição comemorativa do 99º aniversário]
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Recordar e Viver (XVIII)


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O 1º título nacional de basquetebol
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Prestes a iniciar-se mais um campeonato da Liga, vamos relembrar um feito histórico do basquetebol do Barreirense.
Decorria a época de 1956/57 e, a uma jornada do fim, o Barreirense, ao vencer o Vasco da Gama por 94/42, garantia desde logo o título de Campeão Nacional, o primeiro na história do clube e de cujo feito os barreirenses bem se poderiam orgulhar. O Barreirense, recheado de excelentes jogadores, formava, sem sombra de qualquer dúvida, a melhor equipa nacional.
Estavam de parabéns, e em festa, o clube e os seus fiéis adeptos, para além, claro, os seus dirigentes, treinadores e jogadores.
A jornada de consagração, que se seria a última, realizou-se em S. João da Madeira, jogo que o Barreirense venceria por 80/57 e o qual teve que se repartir entre Sábado e Domingo, já que no primeiro dia o mesmo foi interrompido devido à falta de luz.
A equipa seria recebida no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no que constituiu uma cerimónia muito simples, muita bonita e cheia de simbolismo. A sessão foi aberta pelo Vice-Presidente da Câmara, sr. Vítor Adragão, devido ao impedimento do presidente Eng. José Alfredo Garcia, que depois de “apresentar felicitações aos briosos atletas que tão galhardamente souberam conquistar o título máximo do basquetebol nacional”deu a palavra ao Vice-presidente do Barreirense Ulisses Ricardo da Silva e que, em breves palavras, carregadas de intenso amor clubista, fez o elogio dos novos campeões, realçando a circunstância de todos serem amadores, já que grande maioria das outras equipas eram constituídas por profissionais.
Este título constituiu, na verdade, um forte motivo de orgulho para o F. C. Barreirense e para o Barreiro, e o qual passaria a ser um belo cartaz de propaganda da modalidade e do desporto local.
Resta lembrar aqui os primeiro Campeões Nacionais seniores: José Valente, Albino Macedo, José (Zeca) Macedo, Eduardo Nunes, Manuel Clímaco, Narciso Ribeiro, Manuel Pereira, José Vicente, Manuel Ferreira (Nelito), Alfredo Guilherme, Sérgio Bravo, Armando Soeiro e Augusto Santos Rosa. Era treinador da equipa o Eng. José Godinho e médico o Dr. João Manuel Prates.
Vamos, a partir de agora, apoiar a equipa que vai disputar o Campeonato da Liga de Basquetebol, de ajudar a conseguirem-se novos êxitos.
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José Seixo
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XVII)



Repetição da repetição

Corria a época de 1971/1972 e no encerrar da primeira volta do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª. Divisão, jogavam no Barreiro, num Domingo fortemente fustigado pela chuva, o F. C. Barreirense e a Académica de Coimbra. E foi precisamente debaixo dessa chuva torrencial que decorreu a primeira parte desse jogo e, no regresso do intervalo, a equipa de arbitragem vendo que o velhinho D. Manuel de Melo mais parecia uma gigantesca piscina, considerou que o terreno de jogo estava impraticável para a realização da segunda metade da partida, e esta foi interrompida com o resultado a saldar-se numa igualdade sem golos.
Veio a saber-se depois que nos balneários, equipa de arbitragem e responsáveis dos dois clubes tinham acordado que o jogo fosse repetido no dia seguinte, segunda-feira, à mesma hora (15.00 h), o que veio a acontecer, tendo o F. C. Barreirense vencido esse jogo por 3 a 1.
Depois, e a partir daí, começaram a movimentar-se os bastidores, e a Académica fez um protesto junto da Federação para que o jogo se voltasse a realizar, uma vez que alguns, poucos, dos seus jogadores, não tinham podido vir ao Barreiro jogar para não faltarem às aulas. Este foi o argumento apresentado pelos “estudantes”.
E este argumento foi ganhando força à medida que o Campeonato se aproximava do seu final e se via que a Académica precisava de vir ao Barreiro ganhar esse jogo para evitar a descida. O Barreirense estava à vontade nessa situação, e se o jogo se repetisse, e a Académica ganhasse, um destes três clubes desceria de divisão: Atlético, Leixões ou Beira-Mar.
E por incrível que pareça, o protesto foi deferido pelo Conselho Superior da Federação Portuguesa de Futebol que mandou repetir o que já tinha sido repetido, quando faltava uma jornada para terminar o Campeonato, isto é, antes do Barreirense ir jogar a última jornada, precisamente a Coimbra com a Académica.
Por aqui se vê os poderes que tinham os membros desse Conselho Superior para tomarem uma decisão daquelas, beneficiando claramente a Académica em detrimento de um dos três clubes atrás citados. Vergonhas de outros tempos. Ainda e sempre os famigerados bastidores dos corredores bolorentos do futebol português.
Os estudantes vieram em peso, numa quarta-feira soalheira, ao Barreiro, apoiar a sua Académica mas, no final, saíram a chorar do D. Manuel de Melo , pois a sua Académica perdeu o jogo com o Barreirense por 1 a 0 e desceu mesmo à II Divisão.
Registe-se que quem marcou esse golo foi o Câmpora, recentemente falecido.
A história está também contada em poesia e aqui vos deixo os respectivos versos.
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O PROTESTO
Foi num domingo de chuva
Que o árbitro interrompeu
O Barreirense - Académica
Que havia de ser repetido
E que tanto falar deu
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A história que eu vou contar
Contou-ma certo doutor
A Académica a protestar
O Barreirense a ganhar
Com o seu real valor

O Conselho Superior
Ao fazer a vigarice
Queria mandar o Atlético
O Leixões e o Beira-Mar
Todos juntos prá choldrice

Nessa grande quarta-feira
Tudo faltou ao trabalho
Pra assistir ao funeral
Para ir ver a matança
Académica no talho

Uma esperança que não finda
Uma fé que tudo vence
Um valor mais alto ainda
Nestas gargantas ansiosas
Um só nome Barreirense

Barreiro, Maio de 1972

José M. Guerreiro
(Oiã - Aveiro)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XVI)


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A última Taça de Portugal
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A 19 de Maio de 1984, o Barreirense recebia no seu Ginásio-Sede, o Olivais de Coimbra, em jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal, jogo este que foi dirigido pela dupla lisboeta Álvaro Martins e Joaquim Sentieiro. O Barreirense, demonstrando grande superioridade sobre o seu adversário, viria a vencer por uns esclarecedores 99/62, com 56/34, ficando deste modo apurado para a meia- final.
Em 25 de Maio do mesmo ano, o Barreirense recebeu a equipa do Queluz, num jogo que decidia um dos finalistas. Neste jogo, que foi dirigido pela dupla portuense Pedro Jorge e Célio Alves, o equilíbrio foi a nota dominante nos primeiros quinze minutos de jogo, chegando o intervalo com uma vantagem de 9 pontos a favor da equipa alvi-rubra (48/39). O Barreirense entrou muito bem na segunda parte, embalando para uma excelente exibição e, com apenas 5 minutos para se jogar, tinha já uma vantagem de 15 pontos, atingindo-se o final da partida com o resultado de 104/84 favorável à turma barreirense, o que garantia a presença desta equipa na Final. No entanto, e revelando mau perder, a turma da linha de Sintra protestou o jogo, alegando que o recinto não reunia as mínimas condições para a realização do jogo. Este protesto viria, surpreendentemente, ou talvez não, a ser considerado procedente por decisão da Direcção da Federação Portuguesa de Basquetebol. O Barreirense, como seria natural, apresentou o respectivo recurso para o Conselho Jurisdicional da F. P. B., que viria a repor a verdade desportiva, não confirmando as pretensões do Queluz. O Barreirense apurava-se assim para disputar a Final com o Sporting Conimbricense.
No entanto, e devido ao impasse criado pelo protesto, a Final só se veio a realizar em finais de Junho, impedindo assim a participação do americano Otto Jordan que teve que regressar aos Estados Unidos.
Mesmo assim, a turma barreirense viria a impor-se de forma categórica, vencendo o jogo por 109/76, com 54/36 ao intervalo. Foi uma jornada memorável e de grande fervor clubista, derivado do grande apoio que a equipa teve. Este jogo foi dirigido pela dupla lisboeta Rui Valente e José Nina e alinharam e marcaram: Barreirense - Paulo Correia (4), Grandela (2), Orlando Henriques, Artur Leiria (7), Jorge Ramos (6), Eugénio Silva (24), Mike Plowden (23), Joaquim Saiote (2), António Coelho (25) e Jorge Coelho (18); Conimbricense – Afonso (8), Cornell (10), Moreira (4), Vaan Zeller (6), Gassim (6), César (4), Agapito (8) e Rui Leitão (23).
Resta acrescentar que o treinador do Barreirense era o Prof. Manuel Fernandes, coadjuvado por Eduardo Quaresma.
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José Seixo

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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Em grande!


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Começo da época oficial. Futebolística. Dos graúdos.
6-0 ao Almada.
Longe do Barreiro. Mas com muitos Barreirenses.
Vamos sonhar?

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Bonita


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A peça escultórica alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense, concebida e produzida pela jovem e talentosa artista barreirense Ana Encarnação pode ser adquirida na Sede do Futebol Clube Barreirense ou encomendada através do endereço electrónico centenario.fcbarreirense@gmail.com.
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Tem o custo de 45 euros.
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Adquira ou encomenda uma ou mais peças.
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Dedicação e Esperança


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Quando em Outubro de 2009 fui convidado pela Comissão Administrativa do FC Barreirense a presidir à organização das Comemorações do Centenário, não tive qualquer dúvida ou hesitação na resposta. Foi, de entre as grandes decisões da minha vida, uma das mais céleres e mais fáceis.
Desde logo senti que iria abraçar um projecto muito estimulante. E percebi que o desafio poderia resultar num importante contributo para o fortalecimento e a reorganização do meu clube de sempre.
Para me acompanharem nesta missão convidei cinco destacados Barreirenses que comigo integram a Comissão Executiva. Plural nas suas mais diversas vertentes. Coesa. Ambiciosa.

“Olhar o passado. Conquistar o futuro. Unir os Barreirenses”.
Foi este o lema escolhido para o Centenário e que deu título ao Manifesto que divulgámos em Novembro de 2009.
Lembraremos os grandes momentos do passado. As datas e os protagonistas.
Ousaremos analisar o presente. E perspectivar o FC Barreirense das próximas décadas.
Lutaremos pelo reforço e aprofundamento da união entre todos os Barreirenses – porventura o nosso maior desafio.

A Comissão Executiva propõe-se concretizar um vasto conjunto de iniciativas de natureza editorial, desportiva, associativa, lúdica e cultural.
Contamos com a mais ampla participação dos nossos consócios. E, como escrevemos no Manifesto “O desafio está lançado. Os Barreirenses estão desde já convidados. A aderir, a colaborar, a participar. As portas estão abertas. Para todos”.
Estamos seguros da colaboração da Câmara Municipal do Barreiro e das oito Juntas de Freguesia.
Esperamos a mais fecunda interacção com os agentes económicos e culturais do concelho do Barreiro.

Será justamente no Ginásio-Sede que terão início as Comemorações do centenário do FC Barreirense. Porque entendemos que a nossa “casa-mãe” – construída de forma heróica e maravilhosa por centenas de associados e amigos do FCB – deve assumir, ao longo do ano do centenário, um papel chave, como palco privilegiado de encontros e reencontros, ideias e reflexões, prazeres e lazeres, jogos e torneios, memórias e evocações, lembranças e emoções, sonhos e antecipações.
Na noite de 9 de Abril próximo será dado o “pontapé de saída” para a celebração da vida e obra de um histórico do desporto português.
Tudo faremos para que os nossos consócios e as demais personalidades presentes sejam contemplados – e sujeitos activos (!) – de um evento recheado de alegria e de afectos.
A Festa vai ser bonita!

Estamos num momento de viragem, rumo a um FC Barreirense mais consistente no projecto, mais participado na decisão e na acção, administrativamente mais moderno, mais sedutor para os Barreirenses – e em particular para a sua juventude.
É por acreditarmos que podemos contribuir para o devir do FC Barreirense, que respondemos afirmativamente ao convite endereçado pela Comissão Administrativa do FC Barreirense, presidida pelo Dr. António Martins. É por estarmos convictos que é nos momentos difíceis que os desafios são mais importantes, decisivos e inadiáveis, que dissemos presente.
Procuraremos honrar a nossa condição de Barreirenses. A favor de um clube novo. Ao serviço do Desporto, da Cultura e do Associativismo. Ao serviço do Barreiro. Com os Barreirenses. Pelos Barreirenses.
Valem a pena a dedicação e a esperança? É claro que sim!

Paulo Calhau
Presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do FC Barreirense
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[texto inserido no jornal O BARREIRENSE - edição comemorativa do 99º aniversário]
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Recordar e Viver (XV)


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A grande obra
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É de capital importância e de grande influência na vida de uma colectividade uma sede com boas condições. Aqui residiu a grande luta dos dirigentes do Barreirense durante uma boa porção de anos.
Começando por se instalar no número 139 da Rua Conselheiro Serra e Moura, o Barreirense passaria depois por variados locais. Em 1932, quando o clube tinha a sua sede na Rua Aguiar, no número 150, foi feita a primeira tentativa oficial para a construção de uma sede própria. A Comissão para a construção deste objectivo era formada por Manuel da Silva Figueira, Raimundo José Maria, Artur Leal de Oliveira, Fernando Leonel Vasconcelos e José Maria Cardoso.
Em 1941, a Câmara Municipal do Barreiro punha em hasta pública um terreno situado junto ao parque da vila, com 1.512 m2, tendo-o adquirido por cinco escudos e dez centavos o m2, por arrematação efectuada por Albino José Macedo.
Em 1946 é eleita uma Comissão de Honra a que preside António Balseiro Fragata e da qual faziam ainda parte D. Lucete Lança Pereira, Luís Raimundo dos Santos, José Luís Pinto, Jacinto Belchior, António Pinto Silva, Hernâni dos Anjos Fernando, Raúl do Carmo Sequeira, Edgar da Costa Nunes, José dos Santos, José Domingos, João Batista dos Santos, Jesuíno de Sousa Matoso e João Pereira Gonçalves.
Manuel Nunes Machado foi o autor do projecto do edifício e no qual trabalhou arduamente durante dez meses sem cobrar qualquer verba ao clube. O assentamento da primeira pedra foi feito a 8 de Junho de 1947 e a obra estava avaliada inicialmente em 2.400 contos.
Coadjuvando a Comissão, e para além do citado autor do projecto, faziam parte os técnicos Luís Raimundo dos Santos, construtor civil e vice-presidente da Comissão, João da Luz, técnico da instalação de águas e aquecimento, eng. Luís Alberto Figueiredo do Vale, autor dos cálculos do cimento armado, eng. Leonardo de Carvalho, autor do projecto das asnas que cobrem o ginásio e Luís Carvalho da Costa e Jorge Feio, encarregados do projecto da montagem eléctrica. Também o arquitecto Fernando da Costa Belém teve acção valiosa na fase de acabamentos.
Passaram-se depois vários anos de trabalho constante e dedicação absoluta para a feitura da obra e para se arranjar dinheiro das mais variadas formas. O Barreirense recebeu comparticipações do Ministério das Obras Públicas (550 contos), do Ministério da Educação (80 contos), da Câmara Municipal do Barreiro (30 contos), do Governo Civil de Setúbal (15 contos), a ajuda da Companhia União Fabril através da oferta de toda a madeira exótica, além da autorização para que fossem executados vários trabalhos nas suas instalações fora das horas normais de trabalho.
A 14 de Maio de 1956, terminaria a existência da Grande Comissão para a 20 do mesmo mês se proceder à inauguração do belo edifício. De Lisboa vieram várias entidades, cujas delegações seriam precedidas do mais extenso cortejo de automóveis, motos, scooters e bicicletas a motor e a pedal que foi constituído em Coina e que até hoje atravessou o Barreiro.
Ficaram famosos os “comboios de pedra”, com camionetas sempre cedidas gratuitamente, bem como as Campanhas dos Mosaicos, das Telhas, dos Azulejos Decorativos com motivos desportivos (inéditos em Portugal e feitos exclusivamente para o Barreirense), a Feira das Chapas Lusalite e outras tantas realizações.
A inauguração terminou com uma grande Sessão Solene, na qual António Balseiro Fragata, cujo busto, oferecido pela autarquia, permanece no Salão Nobre do clube, agradeceu aos que tornaram possível a realização do grande empreendimento, entregando, por fim, as chaves do edifício ao presidente da Direcção, Armando da Silva Pais.
Estava assim concluída a Grande Obra, na altura avaliada em 4.000 contos, na qual se havia gasto, porém, 2.100 contos. A outra parte representava o valor do trabalho hercúleo dos braços generosos e dos materiais ofertados.
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José Seixo
(dados recolhidos do livro "Barreiro Contemporâneo" de Armando Silva Pais)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XIV)


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Uma figura carismática

Francisco Barrenho é, sem sombra de dúvida, uma figura incontornável e um símbolo do Barreirense e da sua modalidade de eleição – o basquetebol.
No início da época de 2004/2005, aquando do magnífico espectáculo que constituiu a apresentação de todas as equipas do clube, num Ginásio lotado, e no qual estiveram ainda presentes representantes da Câmara Municipal do Barreiro, da Federação Portuguesa de Basquetebol, da Associação de Basquetebol de Setúbal, dos patrocinadores e de outras entidades, foi-lhe prestada uma singela mas justíssima homenagem, plena de significado, pela sua dedicação desinteressada ao clube e à “sua” Secção de Basquetebol”, tendo-lhe sido entregue pelo Director da Revista “Barreirense Basket” Paulo Calhau uma salva de prata assinalando o seu reconhecimento ao clube. Foi ainda atribuído o seu nome à sala onde passou grande parte da sua vida, passando a ser a “Sala Francisco Barrenho”.
Nascido a 23 de Maio de 1945, em Veiros (Estremoz), veio para o Barreiro com apenas 18 anos de idade, e depois de uma breve passagem pela Biblioteca e pela Comissão do Ginásio-Sede, passou a integrar a Secção de Basquetebol, onde permanece há cerca de 41 anos seguidos, durante os quais desempenhou as mais variadas funções e tendo trabalhado com a juventude de várias gerações e contribuído para a qualidade que a Formação do clube tem evidenciado ao longo dos anos, como o atestam os vários prémios atribuídos pela Federação Portuguesa de Basquetebol, como os troféus “Cremildo Pereira”, pela qualidade do trabalho desenvolvido pelo clube para a qual muito tem contribuído Francisco Barrenho.
São estes homens simples que com o seu trabalho e a sua dedicação engrandecem a história de uma colectividade, sendo o garante do seu futuro, constituindo-se como autênticos alicerces.
Bem hajas Xico pelo que tens dado aos jovens e ao clube do teu coração.
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José Seixo/Paulo Calhau
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Recordar e Viver (XIII)


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As modalidades e o Barreirense
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Têm-se praticado, no Barreirense, ao longo dos anos, as mais diversas modalidades, sendo inclusivamente algumas delas desconhecidas da grande maioria das pessoas, pelo que, muito resumidamente, vamos aqui lembrá-las, com excepção do basquetebol e do futebol, as quais têm sido alvo de vários textos publicados nesta rubrica.
Andebol – não tem sido uma modalidade muito praticada no Barreiro, tendo sido o F. C. Barreirense o único clube do concelho que, em 1960, disputou oficialmente alguns torneios da Assoc. de Andebol de Sete de Setúbal.
Atletismo – em 1942, o Barreirense possuía uma excelente equipa de atletismo, tendo participado nos regionais da zona sul, nas categorias inferiores e conquistado vários títulos. Destacamos os feitos do atleta Manuel Fernandes (que viria a ser mais tarde atleta e treinador de basquetebol do clube) nos I Jogos Juvenis do Barreiro com a obtenção do record da prova no salto em altura.
Ciclismo – esta modalidade já se praticava no Barreiro antes mesmo do aparecimento dos clubes de futebol. Foi no entanto na década de 30 que este desporto teve o seu ponto mais alto, com o aparecimento de vários clubes entre os quais o F. C. Barreirense. António Carvalho, natural do Alvito, e ferroviário no Barreiro, participou em várias provas oficiais em representação do Barreirense, tendo sido depois treinador dos ciclistas do clube.
Ginástica – o F. C. Barreirense tem tido um papel importantíssimo nesta modalidade, onde milhares de jovens e menos jovens têm evoluído ao longo dos anos. A Ginástica teve no austríaco Hoffer um dos seus bons professores, no ano de 1932, que acabaria depois por ser treinador de futebol. Têem sido inúmeros os saraus de Ginástica organizados pelo clube tendo trazido centenas de clubes aos seus festivais, dos quais destacamos o Ginásio Clube Português, o Lisboa Ginásio Clube, o Ateneu Comercial de Lisboa, o Sporting Clube de Portugal e muitos outros de diversos pontos do país. Para além disto, vários atletas do clube têm participado em provas nacionais e internacionais com excelentes resultados.
Halterofilismo – o Barreirense iniciou esta prática em 1959, acabando por ter uma vida curta.
Hóquei em Campo – o Barreirense iniciou a sua actividade na modalidade graças ao dirigente Wanderley Louurenço, tendo a equipa feito a sua apresentação na festa do XIX Aniversário do clube, defrontando e perdendo por 5-1 com o Grupo Desportivo “Os Treze”, de Lisboa. Era treinador dos alvi-rubros J. Teixeira. Participou ainda nos Campeonatos de Lisboa nas épocas de 1930/31, 1931/32 e 1932/33. Em Abril de 1933, recebeu a visita do clube alemão Deutsche Hockey Verein Venis, no campo do Rossio.
O atleta mais representativo desta modalidade foi Álvaro Girão.
Hóquei em Patins – em Abril de 1943, o Barreirense inaugurou o seu “rink” de patinagem, ao qual deu o nome de Jacinto Nicola Covacich, no local onde, mais tarde, foi construído o Ginásio-Sede. O clube chegou a ter uma equipa própria que também teria vida curta.
Natação – modalidade com pouca expressão no clube. Ainda assim, em Outubro de 1928, numa prova promovida pelo Naval Barreirense, designada por “I Travessia do Barreiro a Nado”, Manuel Ramalhete Marinho seria o grande vencedor, em representação do Barreirense. Mais tarde, em 1946, Ricardo Abreu venceu a “VI Travessia do Barreiro a Nado”, repetindo o êxito no ano seguinte. E a natação ficaria por aqui.
Polo Aquático – em 1928 iniciou o Barreirense esta modalidade na Caldeira do Burnay, junto ao Matadouro Municipal, em Alburrica. Neste ano, o Barreirense disputou o principal torneio da Liga Portuguesa de Natação, voltando a disputá-lo no ano seguinte. Armindo Almeida, Manuel Marinho e João Ferreira foram os seus melhores jogadores.
Râguebi – o Barreirense foi o primeiro clube do concelho a praticar este jogo, participando no Campeonato da 2ª categoria da Assoc. de Râguebi de Lisboa. Em Novembro de 1930. Disputa no campo do Rossio um jogo particular com a forte equipa do Sporting Clube de Portugal para voltar a jogar com este mesmo clube uma semana depois em Lisboa, no Campo Grande.
Ténis de mesa – esta modalidade apareceu no clube em Março de 1944, disputando logo nesse ano o I Camp. Distrital, do qual seria campeão por equipas. Na altura faziam parte da equipa João Manuel Prates, que seria Campeão Nacional em 1947 e 1948, Carlos Gomes (que já era guarda-redes do Sporting) e Julio Durand. Entretanto, numa prova de apuramento do campeão local, num jogo disputado entre o Barreirense e o G. Desp. da CUF no Ginásio dos Ferroviários, houve diversos incidentes entre a assistência, o que levou os dirigentes à dissolução da modalidade.
Tiro – foi o primeiro clube a organizar, em 1930, uma Secção de Tiro, que não resultaria.
Voleibol – apareceu no clube em Dezembro de 1952, com uma equipa formada por Manuel Seixo, que era, ao mesmo tempo, treinador e jogador. Em Maio de 1953 venceria o Campeonato Regional, preparando-se para a disputa do Camp. Nac. Da II Divisão mas, a associação setubalense, já em fase de dissolução, não inscreveu a equipa na prova, levando à desmotivação e à dissolução da modalidade.
Xadrez – outra modalidade que tem alcançado numerosos êxitos, tanto nacionais como internacionais.
O Barreirense tem assim prestado, desde a sua fundação, um valioso contributo ao desporto nacional através das várias modalidades, proporcionando à juventude a prática salutar do desporto, desviando-a de caminhos menos correctos e tendo um papel decisivo na formação, para além de bons praticantes, de verdadeiros homens.
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José Seixo
(dados recolhidos do livro "Barreiro Contemporâneo" de Armando Silva Pais)
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[texto publicado no JORNAL DO BARREIRO na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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